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Como gerar interesse durante uma apresentação?

Há uma coisa incontornável quando entramos num auditório para uma apresentação: cada pessoa que está à nossa frente, está com um humor diferente. A uns a vida corre bem, outros até estão de rastos. O pensamento e a atenção de cada um são quase como animais selvagens. Mas há uma boa notícia: há estratégias para agarrar a audiência.

E não é fácil, admitimos. Um estudo recente da Prezi, por exemplo, revelou que metade dos inquiridos fez qualquer outra coisa enquanto o colega fazia a sua apresentação, nomeadamente mandar mensagens (28%), ver os e-mails (27%) ou adormecer (17%). Se calhar perante um desconhecido a indiferença é ainda mais agressiva.

Mas há esperança.

Caprichar no arranque da apresentação é essencial. É como escrever um texto, é importante ser agitador ou sedutor logo à partida. Às vezes até há um grande final de apresentação planeado, mas mais vale lançar um teaser no início, dizendo ao mundo sem dizer que vai ser interessante. Aquela primeira impressão marca os minutos que estão por vir.

Muito importante mesmo é assentar aquela viagem numa história ou em várias histórias, multiplicando-se assim as hipóteses de chegar a várias pessoas da audiência. As mulheres e os homens gostam de ouvir histórias, episódios reais, momentos diferenciadores, lições, reflexões. As narrativas são, sem sombra de dúvida, uma das maiores ferramentas que existem hoje na sociedade, seja numa mesa de jantar ou numa apresentação. Puxando a fita até bem lá atrás, foi assim que a descoberta do fogo começou a promover o encontro de pessoas de uma comunidade ou família: para além de se aquecerem, começaram a contar histórias e lembranças, partilhando conhecimento. É muito nosso, precisamos disso. Estamos desenhados para ficar atraídos por histórias e partilha.

Ir quebrando o gelo é já um clássico, certo? Não seguir um guião rígido é outra técnica importante. Estar bem preparado? Sim. Praticar vezes sem conta antes? Sim senhor. Saber perfeitamente onde quer ir e como? Claro. Mas alguma improvisação ou mudança de direção da narrativa ajuda a quebrar a monotonia e torna a apresentação mais humana, mais natural. A empatia mora atrás de cada palavra.

Recomendam-se também algumas mudanças no tom de voz. Ou seja, criar uma emoção à medida que a história é contada, que a informação é partilhada. Convém por isso, claro, que quem está a apresentar tenha uma relação afetiva e emocional com aquele produto ou serviço. É chave que o conheça perfeitamente e que o sinta. Um tom monocórdico e a velocidade das palavras que saem da nossa boca, já sabemos todos, é o primeiro passo para perder uma audiência cada vez mais exigente e impaciente, que por muito pouco se agarra ao smartphone. Oscilações no verbo são importantes, assim como pode ser o recurso a vídeos.

Outra estratégia passa por envolver membros da audiência na nossa apresentação. Seja através de perguntas, de quizzes ou de sondagens com a mão no ar, o indivíduo naquela cadeira sentir-se-á valorizado, ouvido, a fazer parte daquele momento. A interação seduz e agarra novamente a atenção da audiência.

Finalmente, há três técnicas mais ou menos obrigatórias, mas que carecem de sensibilidade. Para começar, ter no bolso algumas piadas preparadas, é sempre uma boa forma de quebrar o gelo e ganhar uns sorrisos e simpatia. Nunca, senhores, nunca ler um slide (que deve, como já mencionámos noutro texto deste blog, ter apenas uma ideia e pouca informação). O rumo e conteúdo da apresentação tem de estar debaixo da pele de quem apresenta. Os slides são muletas para atrair a audiência e não para ajudar o orador. Por fim, sabem aqueles números muito enfadonhos? Esqueçam. Se for possível, claro. O ideal é não debitar as estatísticas e os dados sem fim, que até podem morar no slide, e aí a audiência escolhe se lhe quer dar atenção.

Por tudo isto que contámos em cima, o mais indicado talvez seja, na hora de planear uma apresentação, responder a estas questões: quais são as partes mais importantes deste tema? O que sabe a audiência do tópico? Que membros da audiência terão tendência em ficar desinteressados? Como posso ajudá-los a aprender e compreender o meu tema? Qual é o tamanho da audiência? Sei tudo sobre o que quero partilhar?

Voltamos ao ponto em que começámos: cada pessoa na audiência está com um humor diferente, mas já sabemos que o storytelling tem o poder para captar a atenção de qualquer um. Uma boa história tornará uma apresentação mais memorável e especial. Empática e humana. A emoção e a memória são aliados quando queremos partilhar algo.

Ah, e não se esqueça: o corpo também fala. Por isso mantenha o contacto visual com a audiência e recorra a gestos calmos e deliberados em momentos chave da informação. E nunca, nunca fique de pernas e braços cruzados.

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