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Importância do Visual de uma Apresentação Corporativa

É como uma embalagem de um produto qualquer: o que embrulha a mensagem é muito importante e isso não quer dizer que se pode descurar na mensagem. Mas uma apresentação pode ser um trigger para captar atenção da audiência, assim como para gerar emoção, empatia e para explicar a personalidade da marca. Afinal, já sabemos que as pessoas têm cada vez mais dificuldade em estar concentradas a ouvir alguém sem agarra no telemóvel: o que podemos fazer então?

Para além de ser recomendado o recurso a slides originais, esquecendo templates e coisas já vistas noutros lados, já aqui falámos anteriormente sobre a regra de uma ideia por slide, para não dispersar o ouvinte, mas isso não invalida que se recorra a uma imagem ou determinada cor para oferecer uma experiência emocional a quem nos ouve. A mensagem não verbal e a beleza importam muito. “Os olhos também comem”, não é isso que se costuma dizer à mesa? Os elementos gráficos são aliados, isto é, podemos e devemos usar caixas, bolas ou outros elementos visuais para destacar informações importantes ou elementos-chave de uma apresentação. Desta forma estaremos a dar mais importância aos conteúdos que estiverem dentro desses elementos gráficos, tornando-os mais memoráveis. No fundo estamos a sinalizar também o que queremos que o ouvinte registe ou que não deixe escapar pelo menos.

Mas também as imagens, fotos ou ilustrações jogam a nosso favor neste jogo de atenções e seduções, ainda que deva haver cuidado na forma como estas são apresentadas, pois o ângulo que escolhemos, o alinhamento, as cores transmitem algo e podem distrair do essencial. Ou seja, o público recebe a informação e define a hierarquia da mesma. Também vimos no passado que numa apresentação os slides devem funcionar como uma unidade visual coesa com um conjunto de normas gráficas que de uma forma coerente respondem no seu todo à mensagem. Independentemente da linguagem e idioma, do verbo do orador ou da imagem, mensagem e apresentação visual devem estar na mesma página.

As cores também não devem ser deixadas ao acaso, pois geram emoção, uma arma fundamental nestas andanças da comunicação. Exemplos? O vermelho tem paixão, energia e ação; o amarelo está associado à felicidade, confiança, otimismo e entusiasmo; o verde fala de frescura, harmonia e segurança; o preto pisca o olho ao poder, profissionalismo, elegância, mistério e seriedade; o roxo é da realeza, luxo e sofisticação, assim como magia; o branco representa a pureza, inocência, simplicidade, elegância; o castanho é da natureza, estabilidade e confiança; o laranja agarra a energia, diversão, espontaneidade e calor. Resumindo, é importantíssimo que a escolha das cores seja coincidente com a imagem da marca.

Todas as opções em cima devem ser ponderadas com cuidado, pois daí resultam micro-histórias dentro da história. Todos os slides contam, todas as imagens, todos os destaques, todos falam da imagem da marca, do que somos e para onde vamos. Uma apresentação visual, ajudando ou não ativamente o orador, não deixa de ser um storytelling da empresa, já que se transmitem várias mensagens laterais à mensagem principal. Isso revela também a identidade e personalidade da marca.

Deixamos três pontos chave para reflexão e que idealmente andam de mão dada e que são chave para uma apresentação visual impactante:

Storytelling: A mensagem do orador é o mais importante, mas uma apresentação visual pode também contar uma história, que pode ser mais evidente ou mais subtil. Ver algo ajuda a compreender melhor, a comparar, a fazer uma metáfora, seja poética ou utilitária; até um número redondo qualquer a explicar o porquê de estarmos ali, a validar a ideia ou produto. A criatividade ajuda, o humor na dose certa idem, o objetivo é sempre falar sobre um produto ou ideia sem que pareça que os estamos a impor (ou a vender de facto). 

Identidade e personalidade: Tudo num slide, numa apresentação, é uma escolha, e tudo fala. O detalhe não deve ser subestimado, pois todas as mensagens mais ou menos óbvias que ali constam falam sobre a marca, sobre quem é e que tipo de energia ou tom emana. Nada deve ser deixado ao acaso, tudo pode ser associado à imagem da empresa, é a identidade da nossa ideia, produto ou marca que está em causa. Planeamento, coerência e bom gosto são bons ingredientes para uma efetiva apresentação visual.

Emoções e atenção: O storytelling costuma tratar desta parte, pois tenta embrulhar uma história de uma forma que vai gerar sentimentos e empatia, mas há mais estratégias como o recurso a cores ou imagens, que vão agitar a memória do ouvinte. As emoções vendem, combater a monotonia é vital. Uma apresentação sedutora, nos tempos em que nos distraímos com uma unha do vento, pode ser a muleta ideal para nos fazermos ouvir melhor. Os olhos também comem, lembram-se?

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