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O papel das redes sociais durante a pandemia COVID

Quase 60% das pessoas utilizam mais as redes sociais desde o início da pandemia. De acordo com a PwC, esse valor estaciona nos 58%, sendo que dessas pessoas 86% espera manter essa utilização no futuro. E isto é uma oportunidade. As redes sociais permitem conectar e interagir com as pessoas a nível pessoal, sejam elas já clientes ou potenciais clientes. É uma montra gigante.

Se a COVID-19 nos empurrou para casa, com o confinamento e teletrabalho, se estamos cada vez mais agarrados aos telefones, computadores e tablets, as marcas têm de decidir e definir como querem chegar a essas pessoas. É, mais do que nunca, o timing certo para dizer quem somos, o que temos, como vemos o mundo e de que forma é que o que temos pode mudar o mundo.

Outro dado: a Fundera revelou recentemente que 74% dos consumidores baseia-se nas redes sociais para orientar e guiar as suas decisões nas compras. Mais: 81% dos clientes ou potenciais clientes procuram o produto online antes de comprar. Ah, e muito importante, 60% dos inquiridos desse estudo da Fundera revelou que começa por procurar um produto num motor de busca antes de ir a um site em particular.

Voltamos à história da oportunidade, pois todas as comunicações e publicações, enquanto marca ou produto, nas redes sociais devem espelhar os valores dos mesmos. Até podem ser produtos diferentes mas aquela publicação deve dizer quem somos, deve respeitar a visão da empresa, o objetivo global, a estratégia da marca.

Por cá, assente num relatório recente da plataforma SocialBakers, sabe-se que a página de Facebook do Continente tem a melhor performance entre todas as marcas da categoria de retalho do sul da Europa, pode ler-se neste artigo da “Imagens de Marca”

O Continente tem mais de dois milhões de seguidores no Facebook. “Apesar de ser a mais seguida, o Continente não é a marca que mais publica, o que revela um elevado nível de engagement pela maior média de interações por publicação”, explica o artigo, que revela ainda que o relatório dá conta de que vídeos em direto e fotografias são os géneros de publicação preferidos pela audiência das marcas de retalho no sul da Europa.

E como chegámos aqui? Explica à mesma publicação o diretor de Marketing da Sonae MC: “Mais do que um touchpoint, encaramos as redes sociais como um espaço comum e uma oportunidade de incluirmos os clientes no caminho que temos vindo a fazer. Um caminho onde há novidades, passatempos, receitas e sugestões para uma vida mais equilibrada, concertos ao vivo, histórias solidárias e muitas mais coisas, algumas que nós próprios ainda não imaginamos. E se 2020 tem sido um ano surpreendente, também tem sido o ano para nos conectarmos como nunca e as redes sociais tiveram, e continuarão a ter, uma importância crítica nesse movimento”.

A “Forbes” publicou, no início de dezembro, um artigo com cinco pontos para gerar engagement com os consumidores nas redes sociais. Com algumas adaptações e reflexões nossas, aqui fica o essencial:

“Abrir a cortina”

Este é um convite à abertura. Ou seja, permitir que consumidores, clientes e potenciais clientes se sintam parte da marca. Uma maneira simples de o fazer é mostrar o dia a dia nos bastidores, com publicações nas redes sociais com imagens dos escritórios, da fábrica, da criação de uma produto, onde se vê o rosto de quem faz acontecer. Isso cria uma ligação. Envolvendo o curioso consumidor, mostrando algo da marca, sejam rostos ou bastidores, ou pequenos detalhes, não deixa de ser uma maneira de vender. Isto sem esquecer, nunca, nunca, os valores que guiam a empresa. 

A “Forbes” recorre a um estudo da norte-americana Sprout Social em que revela três dados importantes: 81% das pessoas inquiridas diz que as redes sociais aumentaram a accountability dos negócios; 86% diz que a transparência dos negócios ou empresas é mais importante do que nunca; 73% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por produtos que garantam total transparência. 

Isto leva-nos por outro caminho: que palavras associam a transparência os inquiridos daquele estudo? Abertura (59%), clareza (53%), honestidade (49%), autenticidade (26%), integridade (23%) e comunicação (19%). As redes sociais podem, e devem, ser um motor para satisfazer essas expectativas.

Ensine os seus seguidores

Vender um produto nem sempre tem de ser sobre o produto em si. Em vez de falar diretamente aos consumidores ou internautas sobre o produto ou ferramenta, porque não mostrar num vídeo ou noutra maneira porque precisam daquele produto e como podem tirar mais proveito do mesmo? Se 54% dos utilizadores de redes sociais as usam para procurar produtos, 

diz a GlobalWebIndex, demonstrar de que maneira pode ser utilizado aquele determinado produto pode ser vantajoso na hora de vender. As vendas são sempre sobre sedução e convencimento. É importante mostrar valor.

“Fazer rir”

O artigo da “Forbes” diz ainda que há empresas que tendem a ser demasiado sérias ou viradas para o negócio. Segundo a tal Sprout Social, 71% dos consumidores veem vídeos nas redes sociais para os fazer rir. O humor é uma arma de sedução. Às vezes uma tema de uma publicação não tem necessariamente de ser sobre um produto ou vendas, mas recorrendo ao humor pode criar-se interesse na marca, gerar engagement, levar a uma partilha, que consequentemente leva o nome da marca mais longe, surgindo nos ecrãs dos nossos amigos e seguidores. 

É importante notar também que recorrer ao humor é como caminhar em gelo fino, pois há um mundo de sensibilidades e linhas vermelhas. Talvez por isso as marcas optem por uma formalidade mais tradicional… É importante haver uma avaliação rigorosa, menos espontânea. Lá está, é importante respeitar os valores da empresa e manter a mesma voz das outras comunicações e plataformas onde se está.

“Partilhar conteúdo interessante”

Escreve a “Forbes”: “Ao partilhar conteúdo de outros negócios ou pessoas que são interessantes e relevantes para os seus seguidores, pode ganhar confiança deles e aumentar o seu valor”. É importante, ainda assim, avaliar e garantir que a fonte da informação ou da publicação em causa têm os mesmos valores da nossa marca.

Outra nota relevante é a importância de encaixar no tempo certo as publicações nas redes sociais. Não é raro haver um planeamento, digamos para o próximo mês por exemplo, mas o mundo pode mudar e aquela publicação naquele momento pode perder a sua validade ou interesse. É fundamental que os conteúdos caíam no colo dos consumidores e seguidores na altura certa.

“Vender os seus produtos”

A PwC revela que 37% dos consumidores dizem que as redes sociais são a maior fonte de inspiração para compras, por isso pagar para ter conteúdos e publicações que surjam nos ecrãs dos utilizadores das redes sociais deve fazer parte da estratégia. Mas com atenção para um pormenor: se essas publicações têm como objeto um produto, deve então fazer-se com muito menos regularidade.

“Ao criar publicações promocionais, considere adicionar um motivo pelo qual os compradores devem comprar o produto naquele momento”, escreve a “Forbes”. “Um dos motivos pode ser um desconto por tempo limitado, ou pode encorajar os clientes a serem os primeiros entre amigos a possuir um novo produto. Pode também promover produtos que estão quase a esgotar, como compartilhar que tem 10 trenós em stock quando uma tempestade de inverno se aproxima. Certifique-se de incluir uma imagem de alta qualidade e informações sobre o preço na publicação”.

“Criar uma estratégia para continuar”

Se a pandemia nos trouxe até aqui, devemos agarrar a oportunidade de dar músculo à estratégia nas redes sociais. Ou seja, investir mais e com método, deixando de subestimar o poder das mesmas redes e plataformas como Instagram, Facebook e Twitter. É aí que as pessoas estão.

Escolhendo bem a voz, o tom, quando e como, é possível ganhar mais e mais seguidores, que podem ser eles próprios um veículo da promoção de produtos ou marcas. Os números em cima mencionados neste texto mostram bem a força que as redes sociais ganharam e também o que esperam as pessoas.

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